FUJA DO TRABALHO


Crematório faz convênio com a Nasa para jogar as cinzas de mortos na órbita terrestre

Parece cena de ficção científica. E é. Mas, também, é real.

Pois não é que as cinzas de uma pessoa - isso se ela desejar, em vida,

ser cremada em vez de sepultada - podem, agora, ser despejadas em plena órbita terrestre?

A excêntrica e dispendiosa idéia é fruto de um convênio entre o Sindicato dos Cemitérios Particulares do Brasil,

 a SCI (Service Corporation International, maior empresa de funerais do mundo) e a Nasa (a célebre agência espacial norte-americana).

O processo é simples. O ser procura - ainda vivo, claro - o sindicato e um contrato é feito.

Depois de morto e cremado, 50 gramas do indivíduo são colocadas em um tubo chamado "Cápsula do Tempo"

(é, apesar de infinito, o espaço não comporta tanto material orgânico assim).

O tubo de plástico coberto por metal é enviado para a SCI, que o encaminha à Nasa.

Aí, uma aeronave sobrevoa o planeta e descarrega o objeto a cada 15 ou 30 dias, dependendo da demanda.

À aventura termina um mês depois quando a família do morto recebe um certificado da agência.

É a única garantia de que as cinzas de fulano estão no espaço. E ces't fini.

 O custo para colocar os restos mortais em órbita?

Alto, segundo Francisco Moacir Pinto Filho, 49 anos,

di-retor-técnico do consórcio que administra os seis cemitérios do DF e o Cre-matório Metropolitano de Valparaíso de Goiás,

responsável pelo serviço. Não sai por menos de US$ 1.500, cerca de R$ 5.200.

E sem contar que o que restou não é muito, não. Depois de cremado, o corpo perde 98,5% do peso.

Alguém que pese 60 kg em carne, osso e sangue vai se transformar em meros 900 gramas de cinzas.

Quase nada. Ainda mais a se considerar a imensidão do Universo.

Mesmo assim, há quem prefira repousar no infinito do que ter o corpo se deteriorando em uma cova rasa.

Nos Estados Unidos, a moda está pegando. No Brasil, terra de povo com menos dinheiro, ainda não.

Algo, porém, que se depender do sucesso do negócio não vai demorar, afinal,

hoje são cremadas 15 pessoas por mês no DF.

O próprio Moacir Pinto até lembra o causo de um senhor que disse que só faria o contrato se colocassem a sua

 - dele - cinza nos jardins de dois shopppings, "Era a única maneira da esposa visitá-lo duas vezes por semana.

A mulher vivia nos shoppings." Moacir promete seguir a tradição da família cearense e ser enterrado.

Algo que, segundo as estatísticas de associações norte-americanas, asiáticas e européias de crematórios, está diminuindo.

http://www.funerarianet.com.br



Escrito por Veruzza às 16:47:12
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Crematório faz convênio com a Nasa para jogar as cinzas de mortos na órbita terrestre

 Parece cena de ficção científica. E é. Mas, também, é real. Pois não é que as cinzas de uma pessoa - isso se ela desejar, em vida, ser cremada em vez de sepultada - podem, agora, ser despejadas em plena órbita terrestre? A excêntrica e dispendiosa idéia é fruto de um convênio entre o Sindicato dos Cemitérios Particulares do Brasil, a SCI (Service Corporation International, maior empresa de funerais do mundo) e a Nasa (a célebre agência espacial norte-americana).O processo é simples. O ser procura - ainda vivo, claro - o sindicato e um contrato é feito. Depois de morto e cremado, 50 gramas do indivíduo são colocadas em um tubo chamado "Cápsula do Tempo" (é, apesar de infinito, o espaço não comporta tanto material orgânico assim). O tubo de plástico coberto por metal é enviado para a SCI, que o encaminha à Nasa. Aí, uma aeronave sobrevoa o planeta e descarrega o objeto a cada 15 ou 30 dias, dependendo da demanda. À aventura termina um mês depois quando a família do morto recebe um certificado da agência. É a única garantia de que as cinzas de fulano estão no espaço. E ces't fini. O custo para colocar os restos mortais em órbita? Alto, segundo Francisco Moacir Pinto Filho, 49 anos, di-retor-técnico do consórcio que administra os seis cemitérios do DF e o Cre-matório Metropolitano de Valparaíso de Goiás, responsável pelo serviço. Não sai por menos de US$ 1.500, cerca de R$ 5.200. E sem contar que o que restou não é muito, não. Depois de cremado, o corpo perde 98,5% do peso. Alguém que pese 60 kg em carne, osso e sangue vai se transformar em meros 900 gramas de cinzas. Quase nada. Ainda mais a se considerar a imensidão do Universo. Mesmo assim, há quem prefira repousar no infinito do que ter o corpo se deteriorando em uma cova rasa. Nos Estados Unidos, a moda está pegando. No Brasil, terra de povo com menos dinheiro, ainda não. Algo, porém, que se depender do sucesso do negócio não vai demorar, afinal, hoje são cremadas 15 pessoas por mês no DF. O próprio Moacir Pinto até lembra o causo de um senhor que disse que só faria o contrato se colocassem a sua - dele - cinza nos jardins de dois shopppings, "Era a única maneira da esposa visitá-lo duas vezes por semana. A mulher vivia nos shoppings." Moacir promete seguir a tradição da família cearense e ser enterrado. Algo que, segundo as estatísticas de associações norte-americanas, asiáticas e européias de crematórios, está diminuindo.

 

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Escrito por Veruzza às 16:35:57
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