FUJA DO TRABALHO


Incapacidade de expressar as emoções é doença

María Jesús Ribas
Da EFE
Dois dos transtornos psicológicos que mais estão aumentando entre a população mundial, a depressão e o estresse pós-traumático, estão disparando também os casos de pessoas que são incapazes tanto de manifestar suas emoções com as palavras e seu corpo, como de diferenciá-las e expressá-las. Muitas das pessoas chamadas frias ou racionais, de fato sofrem alexitimia, uma espécie de analfabetismo emocional.
Segundo os especialistas, ambos os transtornos atuam como desencadeantes da denominada emotividade plana, um problema que também pode originar-se em certas lesões ou disfunções cerebrais, em transtornos psiquiátricos como a esquizofrenia, ou em uma aprendizagem deficiente da expressão dos sentimentos na infância e adolescência, no seio familiar.
São indivíduos com dificuldades para identificar e descrever os sentimentos próprios e alheios, que raras vezes choram, mas quando o fazem seu pranto é intenso, e que não distinguem sensações corporais como a fome, das emocionais, como a moléstia na região abdominal que produz a ansiedade.
A eles lhes custa muito diferenciar o que sentem, se raiva, temor ou ansiedade e os descrevem mediante expressões gerais: dizem que estão "bem" ou "mal", sem poder diferenciar emoções como alegria, tristeza, cansaço, irritabilidade ou nervosismo.
Também não podem interpretar as emoções que lhe rodeiam, o que lhes impede reagir ante os sentimentos alheios, assim como sentir empatia, ou seja, colocar-se no lugar do outro.
Costumam ir ao médico por supostas dores físicas ou disfunções, que de fato obedecem a estados emocionais.
Raras vezes empregam o contato físico para se aproximar a alguém que está expressando um sentimento intenso, porque não sabe como agir e não entende o que o outro necessita nesse momento: um abraço, uma carícia de afeto, uma palavra amável.
Seja como for, a incapacidade de expressar as emoções, uma desordem que sofrem em distinto grau uma de cada 10 pessoas, empobrece a vida, as relações e a saúde, de diversas formas.
A impossibilidade de verbalizar e abordar os conflitos psicológicos, como a morte de um familiar, uma demissão ou um divórcio, faz com que a pessoa somatize favorecendo desde as úlceras e gastrite, até as artrites reumatóides, o lupus, a vasculitis ou a nefrites. Assim, o alexitímico responde a situação através de manifestações de seu corpo, ao em vez de com palavras.
Além disso, a falta de expressão emocional foi relacionada com as toxicomanias e transtornos alimentícios, como a anorexia e a bulimia, por sua vez dificulta a convivência e é a origem de muitos conflitos e rupturas conjugais. A pessoa fria, não compreende o que acontece a seus familiares, nem pode manter vínculos próximos ou amizades profundas.
Uma psicoterapia breve, de 4 a 6 meses de duração, com uma abordagem verbal adaptada à falta de expressividade destes pacientes e acompanhada de exercícios de relaxamento e/ou de um tratamento ocupacional, costuma ser propícia para tratar a alexitimia.

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O bom e velho "SE DOER, GRITE!!!" não tem contra-indicação.

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Dias desses duas senhoras da melhor idade, sentadas na calçada da Joaquim Feijó, andavam se reclamando da deselegância das pessoas de hoje em dia. Seriam as vestes? mas e o crescente calor de fortaleza? seria o palavreado, a gíria? tá mas que comprovado que em qualquer época, sempre houveram termos chulos e de baixo calão, desigualdades sociais e pessoas mau educadas, a começar pelos filhos de pessoas mais abastadas, em sua grande maioria.
Queimei a mufa. acho que tá todo mundo tão banalizado no meio da multidão que alguém tem que reparar que você existe e esse alguém é... você mesmo! como quem se tranca no banheiro pra ficar sentindo com orgulho o cheiro do próprio peido, quantas vezes você já disse em voz alta que você é o melhor? O mais legal? O merecedor? O number one? A brutalização pela disputa (por trabalho, amor, atenção, dinheiro, bem estar) é tanta que simplesmente ficamos impedidos de sair, talvez por medo mesmo, da órbita dos nossos umbigos pra virar o pescoço, olhar pros lados e VER as pessoas ao redor. Quando você realmente enxerga alguém, não precisa perguntar se ele está bem. Às vezes, até mesmo pelo telefone dá pra perceber o tom a mais ou a menos, rapidez ou espaçamento, ofegância ou suspiros, e, acredite, se você quiser, sutilmente, irá saber se aquele teu amigo tá ou não num bom dia. Se você se perguntou "pra quê?", esquece.
Pras duas senhoras, não sei, mas me parece que quem realmente se importa com os outros (não só os conhecidos, hein) e não fica falando só de si mesmo e suas genialidades impares, pode se sentar em qualquer mesa mesmo sem saber como se portar e se no jantar houver farofa ou escargot, se servirá com a colher dada ou perguntará "como é que se come isso?" e mesmo assim poderá tranqüilamente rasgar qualquer livro de etiqueta.



Escrito por Veruzza às 22:00:25
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